segunda-feira, 19 de julho de 2010

Alisuper. O que acontecerá agora aos trabalhadores que contraíram empréstimos, pergunto eu?

Não se pense contudo que os trabalhadores têm a sua situação resolvida com o BPN.
Relembro que na reunião que tivemos, em Lisboa, os Administradores do Banco foram muito claros ao defender que não renunciavam a nenhuma das garantias prestadas pelos trabalhadores quando contraíram, no seu conjunto 1,2 milhão de euros para financiar a Alisuper.
Ou seja, esta Entidade bancária considera ter havido 247 empréstimos individuais e assim os considera. São os trabalhadores, e só eles, os responsáveis pelo reembolso dos dinheiros que não beneficiaram mas receberam, pois tais quantias passaram pelas suas contas. Por breves fracções de segundos, é certo mas por lá passaram…
Cabe agora á nova Administração honrar o que se encontra contemplado no plano de recuperação, assegurando efectivamente o pagamento das responsabilidades bancárias dos trabalhadores, as futuras e todas aquelas que já foram pagas por alguns destes que não quiseram ver os seus nomes enxovalhados na lista dos caloteiros do Banco de Portugal.
Acredito que tal acontecerá e que os Administradores cessantes irão colaborar nesse sentido. Aliás, tudo têm feito nesse sentido, importa reconhecê-lo.
No que me toca, continuarei atento e disponível para tudo o que o futuro nos reservar.

Credores decidem salvar o Grupo Alisuper.

Reconheço, não esperava sofrer tanto para assistir á viabilização do Grupo Alisuper.
È certo que em Tribunal, nada está previamente adquirido, mas daí passar por todas estas vicissitudes para se chegar ao resultado pretendido, não estava nas previsões de ninguém. Asseguro-vos.
A história conta-se em poucas palavras e importa partilhá-la para o registo histórico desta grande luta.
Na deslocação que fizemos a Lisboa, saímos da reunião com o Secretário de Estado Dr. Fernando Medina com a convicção de que tudo seria feito da parte do Governo para assegurar a viabilização. Palavra dada que se revelaria fundamental no que se passou a seguir.
Na Assembleia de credores realizada na Fissul, aos 30 de Junho último, o plano sofreu algumas alterações que levou o Juiz a fixar um prazo de cinco dias úteis para a votação que deveria ser por carta a enviar para o processo judicial. Permitia-se assim um maior estudo e consciencialização do que estava em jogo.
Apareceram as surpresas. A Segurança Social descortinou á última da hora, um condicionalismo legal que a limitava na votação. O seu sentido de voto só poderia ser favorável á insolvência, como assim procedeu.
As contas da viabilização complicavam-se. Tudo ainda ficou pior, quando o BPI e o BPN também se pronunciaram desfavoravelmente. O fantasma da tragédia avizinhava-se…
Valeu-nos, então, e importa realçar a dedicação e o empenho da Srª. Governadora Civil Isilda Gomes e do Secretário de Estado Dr. Fernando Medina que, seguramente, em reuniões sucessivas, conseguiram arrancar a alteração do sentido do voto do BPI e do BPN. Aquele passando a votar favoravelmente, e este abstendo-se como aliás já tinha sido feito pela CGD.
Nota curiosa, o BPN apenas deu entrada do seu requerimento no Tribunal na Segunda Feira, dia 12 de Junho, aproveitando a faculdade que as partes processuais têm de apresentar as suas peças nos três dias seguintes ao fim do prazo, pagando uma multa. Curioso mas significativo, não acham?
Sejamos sinceros, a alteração do sentido de voto dos dois Bancos deveu-se à intervenção do Governo da Nação. Ninguém tenha disso a mínima dúvida.
Se houve contrapartidas como alguns dizem, ainda bem que tal aconteceu por tudo o que o Grupo Alisuper/ Alicoop representa para Silves e para o Algarve.
Apenas um nota final. A decisão do Tribunal só se torna definitiva, passados dez dias mas não acredito que seja impugnada. Os dados estão, assim, lançados para a viabilização. Pena é que se tenha perdido um Verão com tudo o que isso representa nas receitas de um Grupo que pretende reerguer-se das cinzas…

Cooperativa União Silvense ( Enxerim).

Realizou-se hoje a reunião extraordinária que o PS requereu há já 2 meses.
Esperava que tivessem sido convocados o Irhu, a Edifer e a Cooperativa mas apenas apreceu uma Advogada da PLMJ, contratada pela Drª. Isabel Soares.
È certo que fomos informados das sucessivas reuniões havidas desde 2008 entre a CMS e as restantes Entidades mas sem qualquer resultado prático.
Nem sempre o segredo é a alma do negócio, e hostilizar pessoas ainda menos.
Sugeri que a reunião ficasse suspensa para na próxima Quarta fosse ouvido o José Manuel Grave. O que depois de alguma resitência, lá foi conseguido.
Ainda bem...

Reunião Ordinária de Câmara - 21-07-2010

Ordem trabalhos

domingo, 18 de julho de 2010

Cooperativa parada. Cooperantes prejudicados.

No Jornal Correio da Manhã de hoje
Eis, mais um problema camuflado na Cidade de Silves que importa trazer ao conhecimento de todos os Silvenses para, com as informações apuradas, podermos defender os Direitos de largas dezenas de Famílias.
Espero que, á semelhança da Alisuper, também aqui haja um cerrar de fileiras no trabalho em prol da Verdade e no encontrar de soluções.
Lembro que há cerca de dois meses, levantei este problema na comunicação social e propus a realização de uma reunião extraordinária da Câmara que, passado todo este tempo, se realizará amanhã.
Espero que, tenham chamado todos os intervenientes no processo a estar presente, nomeadamente o Director da Colectividade José Manuel Grade.
Permitam-me que vos remeta para o meu post de 18-06-2010, titulado de " Cooperativa União Silvense. Um sonho tornado realidade", que vos dará um pequeno contributo para a análise desta tragédia.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Reunião extraordinária de Câmara 19-07-2010

Ordem de Trabalhos
2. Informações
3. Antes da Ordem do Dia
6. Assuntos Diversos
6.1 - Ponto de situação da CHE – Cooperativa Habitacional Económica - Núcleo do Enxerim.
Encerrado o assunto da Alisuper, devemos, todos nós, ter a mesma preocupação com as Familias que investiram o seu dinheiro e a esperança de um futuro melhor na Cooperativa.E, desculpem quero saber quem remou contra a maré.
A paternidade desta tragédia tem que ser conhecida de todos e as soluções bem explicadas e acompanhadas por todos os intervenientes.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Alisuper- A unidade foi decisiva

Com a alteração de voto do BPN para a abstenção, já não tenho dúvidas de que o Grupo Alisuper será viabilizado.
Felicito assim, todos aqueles que se empenharam e em particular os trabalhadores que sempre acreditaram e confiaram num bom desfecho.
Que venha o dia de amanhã...
No que me toca continuarei disponível para o que der e vier.