segunda-feira, 4 de julho de 2011

Conta de Gerência de 2007- Segunda abordagem.

O quero, posso e mando tem destas coisas.
Quando menos se espera, somos brindados com uma situação em nada agradável, excepto para os Advogados que patrocinam a Srª. Presidente e os seus correlegionários do executivo permanente, verificado que foi o arrependimento tardio do ex-Vereador da CDU que, depois de ter assinado a procuração forense conferida aos ilustres Advogados da PLMJ, arrepiou caminho.
Fez bem. Como aliás, em plena reunião camarária, Lhe chamei a atenção para a gravidade da sua decisão.
È que, só se pode comparar o comparável, e nisto somos diferentes por natureza. A argumentação da Vereação não permanente em nada acompanha a estratégia de quem ainda manda na Autarquia.
Desde logo, por termos vivido na ignorância, sem acesso á informação. Fomos e somos colocados á margem do que se passa.
A informação é criteriosa e filtrada. Segundo consta, até há instruções para que nada seja dado á Vereação não Permanente, sem ordem superior.
O arrastamento no tempo é a regra, dificultando a formação de uma opinião em tempo oportuno.
Aliás, como demonstrei na reunião camarária extraordinária, convocada a pedido da Vereação Socialista, em momento algum, tivemos conhecimento dos sucessivos pedidos de esclarecimento solicitados pelo Tribunal de Contas, nem de qualquer outro aspecto relacionado com a dita Conta de Gerência, nem com as seguintes.
Mais grave ainda, encontrei no dossier “Tribunal de Contas – Contas de Gerência 2007” que analisei pela primeira vez, informações enviadas a essa Entidade que os serviços reconhecerem não estar correctas e que depois rectificaram.
O que, no mínimo me leva a fazer … um não comentário.
Desconhecia assim que “existiam facturas lançadas no sistema contabilístico em facturação e conferência, as quais não tinha conhecimento”, como refere o Relato.
Aliás, aquando do inicio do Mandato, e permita-se que realce o facto da Sra. Presidente da Câmara Municipal ter reservado para si e para os restantes Vereadores eleitos na sua lista vencedora, a totalidade dos Pelouros. O que conjugado com o facto de ter a maioria absoluta, ditava a sua vontade nas votações.
Não obstante a nossa chamada de atenção no pertíssimo ano de 2007, para o desequilíbrio financeiro estrutural, pouco ou nada foi feito.
Compreende-se a preocupação do Tribunal de Contas ao chamar a atenção para “ o facto de o Município ter aprovado um orçamento sobreavaliado”.
Recordam-se seguramente que, foi por tal aspecto que, por quatro vezes o PS votou contra. Sempre encaramos o Orçamento como um instrumento sério, transparente e próximo da realidade. Tivemos e temos razão.
Sobre os factorings e a Regularização de divida da firma Lena Engenharia e Construção (Açores) S.A. permitem-me que, de momento não avance em mais considerações, pois considero muito grave o que se passou, e aguardo com um misto de tranquilidade e angústia a decisão do Tribunal de Contas.
Aspectos esses que levei á minha defesa e da Drª. Lisete Romão.
Defendemo-nos sem qualquer custo acrescido para o erário público, contrariamente a quem causou todo este imbróglio, que contratou a já habitual equipa de Advogados.
Finalmente, apenas, direi que o Executivo Permanente deveria ter honrado o acordado, e não o fez. Adiou o pagamento aos seus fornecedores, financiando-se á revelia da Assembleia Municipal.

4 comentários:

  1. A vaidade de alguns não tem limites, mas outros há, como o nosso Fernando Serpa, que nada fazem sem alarde e cobrança pública. Fico-lhe por isso a dever publicamente um favor, ao que fiquei a saber, pelo meu arrependimento tardio (??) em assinar um documento que estava ainda em minha posse e só tencionava entregar quando esteve totalmente esclarecido. Os favores de advogado pagam-se assim, na praça pública. Não há almoços grátis, mesmo entre membros da (ex)oposição!!
    Posto isto, que já é muito, e retribuindo, faço a todos também saber que fui eu que lhe expliquei nessa mesma reunião (mas não cobrei) que o que estava em causa não eram, nem são os factorings, mas sim os contratos de regularização de dívidas (não é a mesma coisa...e faz toda a diferença), o que parece ainda não ter entendido, caro Fernando Serpa. E que o problema principal reside no facto de todos, inclusive os vereadores permanentes terem sido enganados quanto à natureza contratual em causa. Quantas vezes perguntei a quem pertenciam os encargos do serviço financeiro dessas dívidas?
    Depois há outras coisas, que são aborrecidas lembrar, mas em abono da verdade terão que ser referidas! O único vereador que falou na existência de desequilíbrio financeiro estrutural fui eu (http://vereadordacdu.blogspot.com/2008/04/cmara-municipal-de-silves-em.html) e, enquanto lá estive, quanto a orçamentos sobreavaliados só eu manifestei preocupação. Essa questão só a levantou o PS de forma explícita este ano. Basta ler as declarações de voto. E quanto ao PS votar contra, enfim, devem existir dois PS, pois que me lembre o Orçamento passou sempre em AM, nesses quatro anos, com os votos (ou não votos) do partido socialista!
    Enfim, mais um post na primeira pessoa do vereador Serpa, que resume o PS, e a restante oposição, a SI próprio!

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  2. Bonito trabalho o do Executivo Permanente.
    Como o trabalho foi seu, agora, recolhem os louros e a oposição contempla o evoluir do espetáculo.

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  3. Quanto malabarismo, quanta tropelia, quanta ilegalidade na condução da coisa pública, como se de uma coutada privada se tratasse.
    Adivinhava-se, mas ninguém imaginava que pudesse oferecer tanta gravidade.
    Estamos em crer que algo do foro clínico deverá ter acontecido e contagioso o suficiente para contaminar os apaniguados do costume.
    Não é grave, é gravíssimo.
    Quanto vai custar a defesa ao erário público?
    Eu, o senhor e os outros munícipes é que vamos pagar? porquê?
    Exige-se justiça e sanções para os eventuais culpados.

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  4. Ninguém tira o mérito que o Dr. Manuel Ramos teve em toda a situação dos factorings.
    Foi de facto o primeiro a levantar a situação e muito lhe devem os restantes Vereadores não Permanentes. Onde me inclui.
    Aliás, voltei a reconhecer publicamente esse trabalho na passada reunião da Assembleia Municipal que se realizou no dia 26 de Junho. Espero que tal seja recolhido em acta.
    O que nos separa, prende-se unicamente com a oportunidade do momento e com todo um trabalho fora da esfera da CMS.
    Estou plenamente convencido que é aí que tudo se joga. Por isso, quando a informação me chega não posso parar, tenho que agir.
    E, garanto que a informação tem vindo de muitos lados. Porque é que sou o escolhido não sei, nem pretendo saber. Seguramente não sou o único.
    Estou cá para defender o interesse do Município e faço-o, como outros também o farão á sua maneira.
    Claro está, se pudesse explicar tudo, tudo se tornaria compreensível…mas não posso.
    Finalmente, respondo pelo que faço, não pelos outros.
    Se divulgo algo, é porque aconteceu, são factos e enquanto tais são indesmentíveis.

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