quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Custou ...mas foi. Vou, ficando. Respeito o mandato que os Silvenses me confiaram.

Desculpem, mas estou de saída..Tranquilizem-se.
Não saio do País. Sou coerente. Não seguirei as palavras do nosso Primeiro-ministro. Aliás, até nunca votei nele.
A palavra dada no início do meu mandato de que, primeiros estão os Silvenses, é para cumprir.
Não irei para Deputada, nem para Governadora Civil.
Cumpri a promessa. Honrei o juramento.
Apenas, rumarei a Faro.
A confiança que em mim depositaram, não será defraudada. Levo-vos a todos vós, no meu coração, e estarei sempre presente, pelo menos em espírito, uma vez que pretendo levar o meu mandato até ao fim...
Disse-o e assim faço.
Peço-vos. Nada de despedidas, nem lágrimas vertidas no Salão Nobre, pois por cá ficarei, indo.
Contém comigo.
A futura Administradora das Águas do Algarve, eleita aos 19 de Outubro de 2012.

Cooperativa Operaria Compensadora de Silves encerou.


Mais um estabelecimento comercial que sucumbiu á actual crise que vivemos.
Aqui fica o meu lamento, e um sincero desejo que, os seus cooperadores possam ainda arrepiar caminho. Para tanto precisam da colaboração de todos, incluindo os consumidores que somos nós.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Na alteração Orçamental, a CDU votou contra o pagamento do trabalho extraordinário na recolha do lixo.

Face ao aproveitamento político-partidário que foi feito sobre o sentido de voto da Vereação Socialista na recente viabilização de um pedido de alteração orçamental, gostaria de reproduzir o que deixei registado em acta.
Viabilizamos e voltaríamos a fazê-lo.
Estava em causa, o pagamento de trabalho extraordinário levado a cabo pelos trabalhadores da recolha de resíduos sólidos.
Para nós, basta tal aspecto.
Quem, trabalha merece receber a respectiva compensação monetária.
Para nós, é um princípio sagrado e inegociável.
Além do mais, tal trabalho foi executado por alguém, com autoridade, o ter decidido.
E, decidiu bem. Evitou-se dessa forma, um maior acumular de lixo nas nossas ruas.
É certo que a alteração orçamental, contemplava aspectos. Mas como alteração que é, pela sua natureza, não viola a Lei dos Compromissos, e não retira em nada o que atrás referi.
No tocante á votação, a CDU votou contra.

Tribunal de Contas fiscaliza contas de Gerência da Câmara Municipal de Silves.



Para conhecimento de todos, passo a informar de que fui notificado do seguinte Despacho proferido pelo Exmº. Senhor Auditor do Tribunal de Contas:
“ Iniciar-se-á de imediato a verificação da conta em causa ( 2011) e das demais contas anteriores pendentes e ainda não objecto de verificação pelos Serviços do tribunal”.

domingo, 23 de setembro de 2012

Onde é que pára o Executivo Permanente?


Caos na recolha do lixo.
Veículos avariados.
Alguns à espera do pagamento para poderem sair da oficina.
Um deles, há cerca de um ano, pernoita ... em Cascais.
Lixo a amontoar-se em todas as Freguesias, com o perigo para a saúde pública que daí advém.
Contentores que não vêem água há meses.
Funcionários que trabalham mas não recebem. Pior, permitem que sejam apontados como responsáveis pela situação, quando o que está em causa é uma monumental falha e incompetência de quem manda.
E, o que faz este Executivo Permanente? Nada.
Desculpem, enganei-me . Telefonam para as Juntas amigas, para que façam o trabalho sujo.
Uma vergonha o que se está a passar !!!
Imagine-se  agora a calamidade que seria , se as Juntas que ainda não receberam as transferências, mas que também procedem à recolha do lixo deixassem de  o fazer? Ou, não o tivessem feito?
No que me toca, quero em nome do Partido Socialista de Silves agradecer o esforço que os Funcionários da Câmara e das Juntas estão a fazer.
Reconheço o elevado sentido de responsabilidade que têm demonstrando, numa situação de crise, em que todos os euros contam.
Tudo farei, para que recebam o devido.
Aliás, na última reunião camarária, no calor da discussão, quando me perguntaram qual era o meu limite para enfrentar a Lei dos Compromissos, sabendo que o decisor responde pessoal, civil e criminalmente pela decisão, a resposta que dei foi muito simples: assumia o risco, porque é disso que se trata, para assegurar o pagamento aos trabalhadores do lixo.
Mais não seja por que é um dever moral, e existe um manifesto interesse público no trabalho em causa.
Daí voltar a perguntar, onde pára o Executivo Permanente que ainda manda na Câmara?

Depois da desculpa do Orçamento, segue-se-lhe a lei dos Compromissos, como desculpa para não honrar compromissos.


Para que conste.
Não pode haver dois critérios, duas medidas sobre a interpretação da Lei dos Compromissos.
Aparentemente, pelo que me disseram, a dita já foi violada. E, logo no pagamento dos honorários aos Advogados dos Ex- Vereadores, no âmbito do Processo Viga D `Ouro.
Se, se assim for, e porque o que está em causa, é um principio, não o montante do pagamento em causa, quem assim o decidiu, perdeu toda a sua inocência no tocante ao restante, pondo a nu as suas reais intenções.
Invoca a dita para não pagar, mas nem sempre.

Sem excepções. Quem trabalha tem o direito de receber.


“Gostava de partilhar contigo a manifestação  desagrado que os meus colegas tiveram ao receber o ordenado hoje, tive imensos telefonemas dos colegas do lixo, pedreiros, aguas e outros porque a Câmara não pagou as horas e as ajuda de custo do mês passado a informação que dada pelo serviços de pagamento é que só podem pagar em Outubro quando poderem mexer no dinheiro eles não concordam com está situação, eles estão revoltados com está atitude da Câmara porque ninguém falou com eles, os chefes ainda pedem para trabalhar mais estes dois fim de semana no sector do lixo”, de uma funcionária devidamente identificada.

Na passada reunião camarária, discutiu-se uma alteração orçamental de forma a ocorrer ao pagamento do trabalho extraordinário prestado por alguns funcionários, na área da recolha do lixo.
Os vereadores do PS permitiram esse pagamento, votando ao lado do Executivo permanente.
Dois factores pesaram na minha decisão
Desde logo, o imperativo moral de pagar o trabalho feito. Quem trabalha tem que receber.
Por outro lado, valeram as explicações da Técnica  Superior Drª. Telma Gonçalves.
Votei, e esperava que o assunto estivesse resolvido. Mas aparentemente não foi o caso.
Dito isto, apenas acrescentarei que, na mesma ordem de ideias, recomendei ao Executivo Permanente a urgência de tratar da mesma forma os trabalhadores das Juntas de Freguesias. Ainda mais por alguns destes já  não receberem há meses.
O mesmo princípio do trabalho também se lhes aplica.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Adelino António Ceriz. Um Amigo.


Numa altura em que se discute a extinção das Freguesias, como se a redução dos nossos problemas por aí passasse, esquecendo-se a mais valia que representam para as populações, o PS Silves decidiu homenagear um dos seus Autarcas, Adelino António Ceriz.

Fê-lo singelamente. Sem discursos de circunstancia ou jantaradas, optando por uma simples visita ao Cemitério de Tunes, permitindo assim que, no silencio da eternidade, cada um de nós, pudesse retomar as suas memórias.

Conheci o Ceriz há já muitos anos, numa altura critica para o Partido Socialista. Tínhamos acabado de perder a Câmara Municipal, fruto de divisões internas.

Com o seu apoio, avancei para a Presidência da Concelhia. Outras eleições se se sucederam, com o mesmo sabor a vitória. De facto, a equipa que se formara, respirava Amizade.

E, foi essa a principal virtude do Adelino Ceriz. A Amizade.

Em todos os combates que travamos, mesmo com as insuportáveis guerrilhas internas, a lealdade manteve-se. A cumplicidade e a confiança recíproca que construímos eram e são inabaláveis.

Com o seu saber, aprendi a dar ainda mais importância à Família. Aliás, nunca esquecerei a forma como sempre falava da Mulher e dos Filhos, as preocupações que tinha, o carinho que lhes dedicava… Frequentemente, me interpelava nesse sentido, chamando-me a atenção para um aspecto fundamental na existência de cada um de nós, a unidade de vida.

Tinha razão. O desafio, é sermos sempre o mesmo, independentemente da natureza da nossa intervenção.

É certo que era persistentemente teimoso, mas isso, não será também uma virtude, por defender as ideias em que acreditava?

Ainda mais, como o fazia, com a habitual sinceridade. Era Verdadeiro, não representava para agradar.

Foi este Homem que visitamos na sua última morada…e que perdura em cada um de nós.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

“Câmara de Silves está à beira do precipício”- Entrevista dada ao Jornal do Algarve.

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“Câmara de Silves está à beira do precipício”

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Fernando Serpa, vereador e presidente da concelhia do PS, preocupado com situação financeira.
O vereador socialista Fernando Serpa considera urgente “mudar o rumo das políticas e dos comportamentos” na Câmara de Silves, liderada há cerca de quinze anos pelo executivo social-democrata encabeçado por Isabel Soares. Segundo denuncia o autarca da oposição, a autarquia silvense vive acima das suas possibilidades e “gasta o que não tem”.
Jornal do Algarve – A oposição tem vindo a revelar uma grande preocupação com a situação financeira da Câmara de Silves. O vereador chegou mesmo a denunciar problemas graves, como a falta de dinheiro para comprar papel higiénico e a paragem de veículos por falta de verbas para os arranjar. Como avalia a situação financeira da autarquia neste momento?
Fernando Serpa – A situação financeira da câmara que conhecemos, repito, que conhecemos, é grave, com repercussões nas condições de trabalho dos funcionários e na própria prestação de serviços à população. Mas, mais grave, é o facto da autarquia não estar a honrar os seus compromissos, comprometendo a sustentabilidade das coletividades e o próprio funcionamento das juntas de freguesia do concelho. Quando o que se assume em protocolo não é respeitado, por uma estratégia meramente de cariz político-partidário, compromete-se não apenas o bom-nome da câmara, como pessoa de bem, mas parte do nosso futuro coletivo.
J.A. – Qual o montante dessa dívida e como avalia os quatro mandatos da presidente Isabel Soares (PSD)?
F.S. – Um deslumbre barroco que nos trouxe alegremente à beira do precipício, tantas foram as palavras prenhas de promessas que encantaram muitos de nós. Ao longo dos últimos anos, os executivos PSD têm gerido a câmara como se os recursos fossem ilimitados. A câmara gastou o que não tinha, invocando receitas virtuais para avançar no despesismo que ia garantindo votos. Ganharam sucessivas eleições, mas deixaram o concelho de rastos, como já é visível por todos. Os resultados estão à vista: em 2009 tiveram que contrair um empréstimo de 15 milhões de euros ao abrigo do programa de regularização de dívidas do Estado para fazer face ao pagamento das dívidas de curto prazo. Em 2011, passados apenas dois anos, estas dívidas de curto prazo já atingiram os 10,8 milhões de euros, segundo a conta de gerência de 2011, aumentando-se assim a dívida de médio/longo prazo. Para onde foi o dinheiro, se não temos mais indústria, não temos mais comércio, se grande parte das nossas empresas encerrou, se os nossos jovens saíram para os concelhos limítrofes? Se o desemprego é maior, se as nossas organizações desportivas, culturais e sociais agonizam?
J.A. – A Câmara de Silves também está neste momento envolvida em vários processos judiciais. Isso poderá afetar ainda mais a situação financeira da autarquia e comprometer o futuro?
F.S. – Este executivo permanente tem a sua estratégia bem definida. Não assume, nem honra, os compromissos que fez, preferindo antes apostar nas demoras judiciais, pois por essa via, permite-lhe transmitir a ideia de bom gestor. Sorrateiramente, vai empurrando os assuntos para tribunal. Atrasa os pagamentos, com significativos prejuízos para o erário público. Paga juros e desvia verbas para despesas judiciais e honorários de advogados que podiam e deviam ser canalizadas para melhorar os serviços prestados à população. Com tudo isto, a imagem da autarquia sai beliscada, passando a ser encarada como má pagadora, uma entidade em quem não se pode confiar.
J.A. – Outra das suas denúncias prende-se com as quantias que foram pagas a advogados contratados pela câmara, quando a autarquia conta nos quadros com cinco juristas. O que tem a dizer sobre isto?
F.S. – Posso adiantar que apenas no período compreendido entre o início deste mandato e 21 de novembro de 2011 foram gastos cerca de 500 mil euros, sem levar em consideração as despesas e honorários do processo Viga d´Ouro, que ainda não estão contabilizados. Teremos então, mais uma grande surpresa, quando se sabe que a autarquia além das suas, terá de suportar as da presidente da câmara e dos seus dois ex-vereadores. Se ousarmos recuar três anos, vamos assustar-nos ainda mais, pois os valores já rondam um milhão de euros. Uma situação que fala por si e que dispensa comentários.
J.A. – Considera, portanto, que o executivo liderado por Isabel Soares não vai conseguir responder às dificuldades financeiras que assolam a autarquia?
F.S. – Claramente que não. Esta forma de gestão já provou que não resulta. Quem vive acima das suas possibilidades, gasta o que não tem, adia o restante, apostando na via judicial, e não quer cortar na despesa, comprometendo o futuro. Não há volta a dar. O dinheiro não é elástico. Criaram-se hábitos, “compromissos”, maneiras de agir e pensar que não vão querer mudar em vésperas de eleições. Os tempos que agora vivemos convidam a outra postura. Obrigam a mudanças: de pensamento, de estratégia, de agir, de liderança. Será esse o nosso caminho.
J.A. – Depois de um processo longo e complicado, o PS/Silves acabou por abster-se para viabilizar o orçamento camarário para 2012. No centro do debate estiveram os problemas que afetam as juntas de freguesia e as coletividades do concelho… O que levou o PS a tomar esta decisão?
F.S. – Dois aspetos essenciais. Desde logo, a falta de rigor na elaboração do orçamento que não é sério, verdadeiro, nem exequível. Que nos leva a um maior despesismo pela inexistência de receitas credíveis. Por exemplo, alguém acredita que um edifício velho (Casino de Armação de Pera), a precisar de obras urgentes, pode alguma vez ser vendido por quatro milhões de euros, ainda mais considerando a crise que devasta a região? Apenas no espírito de quem precisou de se socorrer dessa artimanha para ter o seu orçamento equilibrado. Por outro lado, deparamo-nos com uma postura de confronto para com as coletividades e juntas de freguesia do concelho, procurando asfixiá-las. Apelamos ao bom senso. Apresentamos soluções, mas nunca conseguimos demover quem apostou na intransigência e na ausência de orçamento, para dessa forma justificar o seu (des)governo, responsabilizando a oposição. A situação financeira das coletividades agravou-se. As juntas ficaram sem fundos para pagar ordenados, o que nos levou a ceder em toda a linha para que não prejudicassem mais o concelho. Alertamos para os perigos que daí advinham, mas reconheço e assumo, cedemos pois, era a única forma de viabilizar a sobrevivência das nossas juntas e coletividades, pensávamos nós. Estávamos enganados. Passados dois meses da aprovação, verificamos que tudo continua na mesma, sem que tenha havido uma única transferência. O que é de lamentar.
J.A. – Se o PS vencer as eleições em outubro de 2013, o que vai mudar em Silves?
F.S. – A aposta na formação dos jovens, no património histórico e na cultura. A transparência em toda e qualquer decisão. O permanente acesso à informação para que os munícipes voltem a participar na vida da comunidade e não apenas uma vez de quatro em quatro anos, quando são chamados a votar. Haverá descentralização de serviços. Saberemos ouvir as pessoas, as juntas e as coletividades. Agilizaremos procedimentos da câmara com o contributo dos funcionários, que nos permitirá retomar o desenvolvimento no nosso concelho.
J.A. – Quais são as prioridades para o município de Silves? E qual elegeria como a primeira medida?
F.S. – Como primeira prioridade procuraremos recuperar a câmara municipal como pessoa de bem, em quem se pode confiar, que paga a tempo e que honra os protocolos que assina. Connosco acabar-se-ão as mordomias, as despesas de representação, os assessores, filhos e enteado deste ou daquela. O financiamento gigantesco de sociedades quer elas sejam de advogados, arquitetos e outros equiparados tem os seus dias contados. Connosco, primeiros estão os silvenses, as sociedades que por cá têm a sua sede, que aqui pagam os seus impostos. Os técnicos serão contratados localmente. Haverá exceções, seguramente, mas posso garantir que não passará a regra. Prestaremos contas e todos conhecerão o enquadramento das decisões, e qual o destino dos dinheiros públicos. Claro que haverá uma auditoria para se conhecer o estado atual das contas públicas, sendo divulgado publicamente o seu conteúdo, e encaminhado o resultado para as entidades da tutela, qualquer que ele seja. A responsabilidade pelas decisões, por todo este descalabro não pode morrer solteira ou quem sabe divorciada. Os regulamentos serão revistos para tornar atrativo o investimento no concelho. As florestas como a agricultura serão dinamizadas. Criar-se-ão de imediato nichos de produtores locais, promovendo-se o seu produto. Pois, na especificidade e qualidade do nosso produto, passará grande parte do nosso desenvolvimento.
J.A. – Como será resolvido o problema da dívida da câmara?
F.S. – Sem soluções milagrosas, mas como uma acentuada redução nas despesas. E dou já vários exemplos: controlo das despesas de representação dos dirigentes, contenção na publicidade, redução do custo das comunicações, nomeadamente dos telemóveis, corte nos assessores e técnicos contratados, para se valorizar e apostar nos nossos técnicos, rentabilização dos meios humanos e materiais da câmara, criando parcerias com as coletividades do concelho, assumindo e acarinhando o papel que as juntas de freguesia desempenham pela sua proximidade com as populações, independentemente da sua cor política. A nível das receitas, ousar semear para depois poder recolher. Apostar na revisão dos regulamentos, de forma a tornar atrativo o concelho de Silves para quem quiser aqui investir e viver.
J.A. – Comparando as eleições de 2005 e 2009, verifica-se que o PSD está a descer e o PS a subir no concelho. O partido está preparado para assumir os destinos do município? E já tem candidato à presidência?
F.S. – Um partido como o PS tem que estar sempre preparado para assumir os destinos de qualquer concelho. Silves não é diferente. Tem excelentes autarcas e ao longo dos últimos anos marcou a sua diferença, amealhando credibilidade tão necessária para os desafios futuros que se avizinham. O nosso trabalho fala por si. Como se sabe, o PS passou por uma mudança estatutária nos últimos meses, que obriga a eleições diretas, onde todos os militantes terão a oportunidade de participar na escolha do candidato que reúna as melhores condições para dirigir os destinos do concelho. Aliás, foi com esse pressuposto que apoiei o atual secretário-geral do PS, e é nessa política que me revejo. Tudo farei para implementar a democratização interna na escolha do candidato. O timing será atempadamente divulgado junto dos militantes. Quem quiser assumir a responsabilidade de avançar, poderá fazê-lo. Apresentar-se-á, defenderá as suas ideias para depois se sujeitar ao sufrágio eleitoral. Mas sou claro, a escolha será sempre dos silvenses, não permitirei um candidato imposto de fora. No que me toca, estou disponível para ser candidato. Se a comissão politica concelhia decidir indicar o meu nome e se recair em mim a escolha, será com grande orgulho que darei o melhor e farei todos os possíveis para sair vitorioso desse desafio. Se tal não acontecer, com a mesma humildade do passado, apoiarei incondicionalmente o candidato de todos nós.
J.A. – Qual é a posição do PS/Silves em relação ao anunciado projeto da Praia Grande, que está a dividir opiniões?
F.S. – Desde logo, importa esclarecer que existe uma ação judicial em curso, apresentada pelo Ministério Público junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, requerendo a “anulação da deliberação da Assembleia Municipal de Silves de 7 de dezembro de 2007 que aprovou o Plano de Pormenor da Subunidade Operativa de Planeamento e Gestão II da Praia Grande”, com o argumento de que os proprietários dos terrenos integrados no plano de pormenor foram tratados de maneira diferente. Ou seja, nem todos os terrenos aí integrados foram contemplados com a possibilidade de construção. Pelo que, a meu ver e como na altura defendi, quando votei contra este plano de pormenor, os terrenos aí integrados ou eram todos valorizados, sendo por todos distribuídos os índices de construção, ou se assim não fosse, os preteridos deveriam ter sido excluídos, por não representarem nenhuma valorização para o projeto. Outro caminho deveria ter sido seguido, em defesa da propriedade privada, constitucionalmente garantida, e não se ter enveredado na prática por um processo de expropriação semi-camuflado, em que os proprietários se vêm privados de parte do seu património, por imposição de terceiros. Aprovado pela assembleia municipal e publicado no Diário da República, sendo portanto lei, com prazos curtos para a sua execução, o projeto voltou a ser agendado. Coerentes com as posições tomadas quatro anos antes, em agosto de 2011, propusemos e a autarquia deliberou “promover a execução do Plano através de uma operação de reparcelamento e delimitação da área de intervenção da operação, salvaguardando a utilidade da decisão judicial que vier a ser tomada no âmbito do processo judicial”. As infraestruturas podiam assim avançar, sem comprometer o resultado da ação judicial em curso. Outras propostas se seguiram, em defesa da transparência e dos interesses dos particulares, sem comprometer o projeto. Tudo temos feito para conciliar posições aparentemente contraditórias, e assim continuaremos, a merecer a confiança de todos os envolvidos. Sou sincero e claro: Silves não pode perder este investimento, ainda mais no momento conturbado que atravessamos, com níveis de desemprego avassaladores no nosso concelho. A concretizar-se, contribuirá seguramente para minimizar este flagelo. Espero e desejo que as questões judiciais sejam rapidamente dirimidas a contento de todos os proprietários, permitindo uma maior tranquilidade na implementação do plano de pormenor, para que este, à semelhança de outros, não seja uma mera miragem especulativa, ou se transforme num local fantasma.
 

FRASES SOLTAS:
“A situação financeira da câmara é grave, com repercussões nas condições de trabalho dos funcionários e na própria prestação de serviços à população”
“A autarquia não está a honrar os seus compromissos, comprometendo a sustentabilidade das coletividades e o funcionamento das juntas”
“Connosco acabar-se-ão as mordomias, as despesas de representação, os assessores, filhos e enteado deste ou daquela”
“O financiamento gigantesco de sociedades quer elas sejam de advogados, arquitetos e outros equiparados tem os seus dias contados”
“Claro que haverá uma auditoria para se conhecer o estado atual das contas públicas”
“A responsabilidade pelas decisões, por todo este descalabro não pode morrer solteira ou quem sabe divorciada”

sábado, 18 de agosto de 2012

Jornal do Algarve selecciona "frases soltas" da entrevista.


FRASES SOLTAS:

“A situação financeira da câmara é grave, com repercussões nas condições de trabalho dos funcionários e na própria prestação de serviços à população”

“A autarquia não está a honrar os seus compromissos, comprometendo a sustentabilidade das coletividades e o funcionamento das juntas”

“Connosco acabar-se-ão as mordomias, as despesas de representação, os assessores, filhos e enteado deste ou daquela”

“O financiamento gigantesco de sociedades quer elas sejam de advogados, arquitetos e outros equiparados tem os seus dias contados”

“Claro que haverá uma auditoria para se conhecer o estado atual das contas públicas”

“A responsabilidade pelas decisões, por todo este descalabro não pode morrer solteira ou quem sabe divorciada”