quinta-feira, 19 de julho de 2012

“Não há fundos".

Respondeu-me a Presidente na passada reunião quando a interpelei sobre as transferências para as Juntas de Freguesia. Mas que se saiba, o Orçamento não foi já aprovado?
Comentários?










Já falta papel higiénico na Câmara.

Trabalhadores são aconselhados a levar o dito de casa.
Comentários para quê?

Importa conhecer o que se passou para a Autarquia ter sido condenada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.

Numa toada mais séria, acrescentarei que se avizinham tempos difíceis para quem assim agiu.
Em todo este processo, a Autarquia saiu prejudicada. Alguns dos seus técnicos desconsiderados.
Não posso calar a minha indignação pelo que se passou.
Sou claro. Tudo farei para que tudo se saiba.
Daí as perguntas que formulei na última reunião camarária, e que ora torno público:
1- Em que data, foi a Câmara Municipal de Silves citada da Acção Judicial apresentada pela Sociedade Impugnante?
2- Cópia dessa Acção.
3- O que foi feito na altura pelo Executivo Permanente?
4- Porque é que a dita não foi agendada para conhecimento da Vereação?
5- Porque é que a Acção não foi contestada?
6- Cópia dos pareceres dos Serviços anteriores e posteriores á Sentença que condenou a Autarquia.
7- Finalmente, refere a Sentença que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé se fundou “ no acordo das partes”. Se assim é, de que acordo se trata? Subscrito por quem?
Aguarde-se então os próximos capítulos de um enredo que, já dura desde Fevereiro de 2007.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Seguiu-se a lua... pois a Feira são só três dias.

Imagine-se.
Não muito longe de nós, em vésperas de Feira Medieval, um burgo…
Procuravam esconder o inevitável, mas zás, mais cedo do que se esperava, alguém não resistiu e sussurrou.
De repente soube-se. Uma empresa do Concelho financiou, sem querer, o desvario de quem nos (des) governa.
Falava-se numa quantia a rondar o meio milhão de euros, pagos aquando do levantamento de uma licença de obras.
E, soube-se. Confirmou-se.
Pedido o agendamento do processo para a concentração de hoje dos magníficos eleitos, face ás sucessivas interpelações e aos desabafos incontroláveis de quem ainda por lá manda, de que nada sabia, nem sonhava sobre o que se passava, qual virgem inconsolável, fez-se luz a meio de um atormentado pesadelo, sacudido por algumas lágrimas agridoce.
Imaginam a cena?
Se ousaram, felicito-vos. Avancemos então.
Imagine-se uma contenda patrocinada por quem entende ter sido prejudicado, e assim procura a justiça dos homens.
Recuperar o que julga ter pago a mais, é a sua pretensão.
Compreensível e perfeitamente admissível.
Mas, seguramente, não contava com a falta de comparência do seu interlocutor.
Num ápice lá se foi o segredo mais mal guardado dos últimos tempos.
A Dama do burgo, ou alguém em seu nome não contestou a contenda. Rendeu-se á argumentação.
Nem deu conhecimento a quem devia.
E, agora os parcos recursos da Feira que se avizinha, são insuficientes para acudir á decisão judicial.
O que fazer? Perguntar-se-á.
Pagar? Mas se a Feira, são só três dias, que fazer?
Reunidas as mentes mais brilhantes do burgo, consultados os bruxos e adivinhos, decidiram.
Seguia-se a lua…

terça-feira, 17 de julho de 2012

Em defesa das Freguesias do Concelho.Iniciativa do PS Silves agendada para o dia 21-07-2012

A proximidade dos eleitos com os seus eleitores é uma mais valia da nossa caminhada democrática que importa preservar. Ainda mais, por as nossas Freguesias estarem a desempenhar valências de primeira necessidade juntos das populações, quando outras Instituições se demitiram dessa responsabilidade.

O PS não concorda com uma reforma da reorganização territorial imposta, feita a “régua e esquadro”, mas sim que respeite a Identidade, a Cultura, a História do povo e do País.

O PS defende que a reorganização das freguesias deve ser efectuada de baixo para cima, auscultando as populações e em cooperação estreita com os autarcas das freguesias e dos municípios.

Com a Lei nº 22/2012, o Governo impôs uma solução que colide com os interesses das populações e em total desrespeito pelos Autarcas que as representam. Obviamente que esta lei contou com o voto contra do PS.

Em consequência, o PS não indicou qualquer nome para integrar a Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território, nem a Associação Nacional de Municípios Portugueses, nem a Associação Nacional de Freguesias o fizeram.

Por tudo isto, não iremos permitir que a visão deturpada e desenquadrada da realidade da Coligação PSD/CDS que nos (des) governa alcance os seus objectivos.

O PS Silves assumindo as suas responsabilidades, não pode alhear-se deste combate, pelo que, em coerência com o seu passado na defesa do poder democrático, decidiu promover um debate em São Marcos da Serra, dando voz á população, aos Autarcas e cidadãos do nosso Concelho.

Estamos todos convidados a participar.

O programa do dia 21 de Julho, próximo Sábado, será o seguinte:

18h na sede do Serrano Futebol Club em São Marcos da Serra: Sessão/Debate em defesa das nossas Freguesias.

A anteceder, pelas 16h.45m, para todos aqueles que se queiram associar, passaremos pelo Cemitério de Tunes e prestaremos uma simples homenagem, mas seguramente sentida, ao nosso saudoso camarada António Adelino Ceriz que, importa recordá-lo, foi o grande impulsionador da criação da Freguesia de Tunes.

O Presidente da CPC do PS/Silves, Fernando Serpa

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Caro Munícipe,

Para que não prejudiquem mais o Concelho, cedemos.

Na reunião camarária de ontem, permitimos com a nossa abstenção que a Câmara Municipal tivesse o seu Orçamento.

Algo, teria que ser feito, a bem do Concelho e fizemo-lo. Não podíamos continuar a sustentar a teimosia persistente de quem ainda manda na Autarquia, que mais não visa com essa atitude, do que camuflar os seus erros e o seu despesismo, empurrando para os outros a responsabilidade da sua gestão, escondendo-se na falta do Orçamento para não honrar os compromissos que assume, e assim responsabilizar a oposição.

No passado dia 4 de Junho, os vereadores do PS, foram confrontados com mais do mesmo, numa postura arrogante do Executivo Permanente PSD que apresentou pela quarta vez o mesmo orçamento para o ano de 2012, sabendo antecipadamente que seria rejeitado, o que cada vez mais estamos convencidos que pretendiam.

Vimo-nos assim obrigados a denunciar tal situação com a nossa saída da sala.

Esperávamos que houvesse bom senso da parte do Executivo Permanente. Mas não. Voltaram a agendar o mesmo orçamento, sem alterações, numa postura de perpetuação da presente situação, com a arrogância de que já nos habituou e falta de respeito pelos restantes vereadores.

Recusou as nossas propostas para impor a sua vontade. Não foi, nem é capaz de obter os consensos que o Concelho necessita nesta hora de grandes desafios e tormentos.

Negou as propostas de quem democraticamente também foi eleito em representação daqueles que não partilham a opinião nem a visão do executivo permanente PPD/PSD para o futuro de Silves, mas que sempre estiveram disponíveis para procurar soluções.

Castiga, quem se lhe opõe. Desvaloriza as dificuldades que as Instituições humanitárias, atravessam, compromete a sustentabilidade das associações culturais e desportivas, alheia-se dos problemas financeiros das Juntas de Freguesia, que não recebem mas continuam a proceder a trabalhos de limpeza urbana, mercados, cemitério e caminhos...tudo competências da Câmara Municipal.



Perante o exposto, em nome da nossa coerência, devíamos votar contra.

Porém, temos que ser só nós pensar no Concelho já que o Executivo PSD não o quer fazer.

E vemos:

1 A maioria das nossas Juntas de Freguesia atravessar grandes dificuldades financeiras, estando mesmo algumas já impedidas de honrar os seus compromissos salariais com os respectivos funcionários, com a agravante doo Executivo PSD se recusa a fazer as transferências devidas a estas entidades. O que para nós é inaceitável, e moralmente repugnante que envolvam Pessoas e Famílias nesta chantagem política;

2 Os delicados problemas das associações humanitárias que dependem muitas delas do apoio financeiro da Câmara para continuar a prestar exemplarmente os serviços de apoio à nossa Comunidade, com maior incidência aos mais desfavorecidos, verificando-se que uma vez mais a Sra Presidente mostra a sua total insensibilidade para com estas instituições, ainda mais após as reduções financeiras impostas pelo Governo da República;

3 A situação aflitiva das nossas associações culturais e desportivas que tanto tem feito pela formação e entretenimento dos nossos concidadãos, que preparam o futuro dos nossos filhos e ajudam a amenizar a velhice dos nossos pais, muitas delas correndo os risco de fechar portas, por não conseguirem honrar os seus compromissos;

4 Os serviços municipais (viaturas, obras, etc…) inoperacionais pela teimosia deste Executivo que nos desgoverna.

5 Os pequenos fornecedores da Autarquia a agonizar, perante o atraso nos pagamentos, comprometendo-se a sua própria existência, e por essa via empobrecendo o Concelho.

Por todas estas razões e porque somos a solução para o problema que outros criaram, na última reunião de Câmara, abstivemo-nos deixando que o Orçamento de 2012 fosse aprovado.

Queremos contudo deixar bem claro perante todos os nossos concidadãos que este não é um orçamento que honra o concelho em que vivemos, e que se não fosse as circunstâncias de aperto das instituições e Juntas de Freguesia continuaríamos a votar contra. Mas alguém tem que ser responsável…

Será sempre o interesse do Concelho que nos move.

Com os melhores cumprimentos

Silves, 21 de Junho de 2012
Os Vereadores do Partido Socialista

Orçamento aprovado com a abstenção da Vereação Socialista e o voto contra da CDU.


Acabaram-se as desculpas.


Que se faça a Feira Medieval, se transfira as verbas devidas para as Juntas de Freguesia, mesmo reduzidas, se honre os compromissos assumidos com as Colectividades do Concelho, se proceda ao pagamento das dívidas aos Fornecedores…

Acabaram-se as desculpas.

Permita-se-me apenas, um pedido suplementar dirigido a quem ainda manda na Câmara. Respeitem todo aquele que tem opinião diferente. Não enveredem por caminhos difamatórios como o têm feito. Fica-lhes mal e não dignifica o Órgão, nem quem o faz.

Como Católico, claro que perdoou, mas não esqueço.