segunda-feira, 25 de julho de 2011

Em nome dos Pescadores,ajudem-nos mas façam-no já…não nos deixem morrer na praia,pede a Tãnia Oliveira em entrevista á Voz de Silves que ora reproduzo

"Pelas 10 horas de hoje realizou-se uma grande concentração de Pescadores de Armação de Pêra em frente ao edifício da lota, reveladora do descontentamento e insegurança que actualmente estão a viver.
Os pescadores debatem-se no presente com a falta de um local para a venda do pescado, e não dispõem de transporte adequado do peixe para as lotas mais próximas.
Sem condições de trabalho, está em causa a própria sobrevivência de toda uma comunidade que, desde sempre arrancou do mar o seu sustento.
O desespero está presente. A angústia do amanhã tomou conta desta comunidade, que se vê confrontada com a falta de apoio tão enfraquecida que está, sem alternativa para exercer de forma aceitável a única profissão que conhecem desde tenra idade.
Compete ao poder político local proporcionar as condições mínimas para que estes homens possam trabalhar sem medo e sem estarem sujeitos a multas, ou humilhações públicas que ultimamente têm ocorrido.
Que se saiba, as Autarquias locais, pela proximidade com as populações tem um papel fundamental a desempenhar na criação de melhores condições de trabalho e de vida. Têm de estado atentas aos problemas dos pescadores, empenhadas com eles no desbravamento de soluções para os problemas que a Comunidade enfrenta.

Voz de Silves: A primeira pergunta que gostaríamos de fazer á Tânia Oliveira, presidente da Associação de Pescadores de Armação de Pêra prende-se com as condições de trabalho da comunidade piscatória.
Tânia Oliveira: A situação é desesperante. Todos os dias, nos debatemos com muitas dificuldades. Todos os dias jogamos a nossa sobrevivência. Quando saímos para o mar, nunca sabemos o resultado do nosso dia de trabalho. Mas as despesas, essas são sempre certas.
Debatemo-nos com a redução do pescado capturado, e quando chegamos a terra que, deveria ser o nosso porto seguro, enfrentamos o inferno.
Desde logo, é a grande luta para conseguir gelo que nos é cedido gratuitamente pelos comerciantes locais que compreendem as nossas dificuldades e sempre nos apoiaram Quero assim, aqui, publicamente, registar em, nome da Associação que represento, todo o nosso agradecimento. Sem esse apoio, tudo seria ainda mais difícil.
Voz de Silves: E, como fazem o escoamento do peixe?
Tânia Oliveira: Esse é o nosso maior problema.
Com o encerramento do posto de vendagem da Docapesca, ocorrido em 11 de Junho último, ficamos entregues a nós próprios. São os pescadores que fazem o transporte do pescado. Não todos, apenas aqueles que têm carta de condução e veículo, e sempre correndo riscos por estarmos a fazê-lo.
Só que se tal não for feito, não pagamos as nossas despesas e não temos comida no prato.
Voz de Silves: Mas, segundo julgo saber, foi apresentada uma candidatura ao PROMAR ( fundos comunitários), através do GAC de Portimão, para aquisição de uma carrinha de transporte do peixe. Quer informar-nos do ponto da situação?
Tânia Oliveira: Como não temos meios económicos para assegurar a nossa pretensão, contactamos a Câmara Municipal de Silves que, em 02 de Dezembro de 2010, assumiu o compromisso de apresentar a candidatura e adquirir a carrinha para os pescadores de Armação de Pêra.
Lamento constatar que, estando a candidatura já aprovada há cerca de 3 meses, a Câmara Municipal ainda não tenha comprado o veículo.
O que, para nós, tem sido um verdadeiro calvário. Pois, cada dia que passa, nos sentimos mais fragilizados e sem meios de sobrevivência.
Tenho conhecimento das dificuldades que grande parte dos pescadores atravessa. Muitos estão a viver no limiar da pobreza, daí que não há tempo a perder. Algo tem que ser feito, e já. Os pescadores merecem o respeito de todos e devem ser ajudados.
Voz de Silves: Mas, como explica que a carrinha ainda não tenha sido comprada e entregue á Comunidade?
Tânia Oliveira: Essa pergunta tem que ser dirigida á Drª. Isabel Soares e ao Vereador Rogério Pinto. Eles é que gerem a Câmara, e só eles podem responder.
No que nos toca, apenas posso dizer que o nosso desespero aumento em cada minuto que passa, sem o transporte de que precisamos.
Voz de Silves: Se a situação é assim tão aflitiva, como disse, perguntava-lhe quais as medidas que devem ser tomadas no imediato?
Tânia Oliveira: Em primeiro lugar a garantia por parte das Entidades responsáveis que os pescadores consigam pôr a funcionar a lota de Armação de Pêra, como posto de recepção e transporte de pescado.
Para isso, necessitamos do apoio do poder político local. A Junta de Freguesia e a Câmara Municipal têm um papel fundamental a desempenhar, de forma a garantir a sustentabilidade desta comunidade.
Em segundo lugar, que nos seja dado apoio legal para garantir que o pescado que não têm valor em lota, seja vendido directamente por quem, se sacrifica com muito trabalho e poucos rendimentos, o pescador.
Voz de Silves: Qual o papel que a Docapesca tem tido em todo este processo?
Tânia Oliveira: Ainda bem que me é dada a oportunidade de testemunhar a forma como a Docaspeca nos tem tratado. Temos tido uma relação de proximidade, diálogo e compreensão.
Repare, que o encerramento do posto de vendagem de Armação de Pêra, estava previsto para Dezembro de 2010. Só que a Direcção da Docapesca, na pessoa da Senhora Engenheira Helena Cardoso, compreendendo a nossa situação, e com elevado sentido humanista, conseguiu adiar até ao passado mês de Junho o fim da lota.
Esperou todo este tempo, pela carrinha que ainda não apareceu…
Voz de Silves: Sente-se desanimada com o que se está a passar?
Tânia Oliveira: Estamos desesperados, mas não podemos baixar os braços. Os pescadores são pessoas normais têm família e filhos. Não sabem fazer mais nada do que ir ao mar, lutar pela sobrevivência.
O que precisamos é que nos dêem condições. Nós, pescadores somos trabalhadores.
Aliás, o que queremos e pedimos é que nos deixem trabalhar.
Apelo assim ao bom senso de todos. Ajudem-nos mas façam-no já…não nos deixem morrer na praia".

sexta-feira, 22 de julho de 2011

CELAS continua á espera que se faça justiça.

Neste dia em que Silves recebe grandes e Ilustres Dignitários estrangeiros, lembro que ainda decorre uma Acção Judicial entre a Câmara Municipal e o CELAS, tendo por objecto o edifício do "Antigo Matadouro".
Espaço esse que podia, pode, devia e deve ser utilizado para dinamizar culturalmente a Cidade e o Concelho de Silves.
O que não tem acontecido.
Daí que assumindo as minhas responsabilidades, vos digo. Algo ou tudo tem de mudar.
E, neste dia, para que não se perca o sentido do Dever, informo que o irei fazê-lo...
Cada membro da Vereação que se assuma perante a população.
Já esperei tempo mais do que suficiente, para quem ainda manda na Câmara, o fizesse e resolvesse amigavelmente a contenda.
Se houvesse bom senso, claro está.
Só que ... as prioridades são outras, como bem se vê hoje, uma vez mais.

Assim vai a cultura em Silves. Vaidades e outras prioridades pessoais. E,assim que ninguém estranhe que a DGE tenha chumbado o Teatro M. Gregório.

Já que estamos numa de cultura, para estrangeiro ver, sugiro que a comitiva que hoje nos visita, passe pelo Teatro Gregório Mascaranhas, permitindo assim uma nova reinaguração.
Para os mais distraidos, refiro-me áquele espaço que há anos atrás foi palco de uma sólene passagem de vaidades, tudo em vésperas de eleições autárquicas.
Quem ainda manda na Câmara, devia era empenhar-se na sua abertura e colocá-lo á disposição da comunidade silvense.
Apostar numa política cultural séria e dessa forma potencializar a nossa mais valia.
Só que, os holofotes não estão para aí virados.
Se assim o fosse, teria havido mais cuidado, mais empenho...e a vistoria levada a cabo pela Direcção Geral de Espectáculos não teria chumbado novamento o Teatro.

Câmara de Silves assina mais um protocolo com um município de Marrocos

No barlaventoonline.

Onde está a nossa carrinha? E, agora o que fazemos? Porque é que não nos deixam trabalhar? Perguntam os pescadores a quem souber ou quiser responder.

Vejam a reportagem no Correio da Manhã
A fotografia publicada neste jornal diz tudo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pescadores de Armação de Pêra sentem-se abandonados.








As fotografias falam por si.
Um grande descontentamento, uma angústia permanente e um amanhã bastante nublado, eram hoje os sentimentos dominantes na Vila de Armação de Pêra.
Por isso, ninguém estranhe a mobilização á porta da lota.
O Grito de desespero suou em Armação de Pêra, e todos apareceram. Hoje, de manhã, ninguém foi ao mar. Todos responderam presente, porque de todos é a luta por estar em perigo a subsistência de uma comunidade.
E, quando assim o é, quando a unidade existe na acção, os resultados aparecem. Acredito nisso.
Como já informei, a Vereação Socialista convocou uma reunião extraordinária que deverá realizar-se nos próximos 8 dias. Espero que até lá a situação da carrinha esteja resolvida.
Para memória futura, apenas direi que, em representação da Vereação Socialista, também respondi á chamada. Estive presente. Fui o único
A Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal primaram pela ausência.

Na defesa da Comunidade Piscatória de A. de Pêra, a Vereação Socialista convoca reunião extraordinária da Câmara Municipal de Silves.

Para que se saiba, tudo farei para que a Comunidade piscatória de Armação de Pêra sobreviva.
Interesses há, pouco claros, movimentando-se na escuridão da inércia de quem manda nalgum lugar.
Mas isso, já nós sabemos...
Sugiro, assim, uma leitura á notícia do Barlavento online.
A realização da reunião camarária visa apenas e tão só encontrar uma saída para a comunidade.Apenas isso.
Importa resolver o problema face às dificuldades de sobrevivência de toda uma comunidade piscatória.
O prazo legal para a sua realização são 8 dias. Deverão estar presentes a CMS, a Junta de Freguesia, a Docapesca, a Capitania do Porto de Portimão e a Associação de Pescadores de A. de Pêra.
È tempo de ousar, ousar tomar medidas que se impõem.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ratazanas na praia assustam banhistas. Armação de Pêra na comunicação social pelas piores razões.

Ratos e ratazanas têm causado sustos a banhistas na praia de Armação de Pêra, no Algarve. "As pessoas têm razão de queixa", admite o presidente da junta de freguesia local, Fernando Santiago Bernardo, que considera que o problema poderá ter resultado do facto de a desratização que habitualmente é feita antes da época balnear "ter sido este ano realizada mais tarde".
Será que quem ainda manda nalgum lugar não se sente incomodado?
E,já agora preocupado com a imagem da Vila?
fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/ratazanas-na-praia-assustam-banhistas
noticias relacionadas:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1898137
http://www.publico.pt/Local/armacao-de-pera-invadida-por-roedores_1501670
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article693112.ece