




Para os mais distraídos, recupero uma proposta que a Vereação Socialista apresentou na reunião camarária de 13-10-2010 e que mereceu aprovação por unanimidade.
Proposta essa tecnicamente elaborada e sustentada pelo meu camarada Eng. Ricardo Matos.
Esperava eu que, passado todo este tempo, quem manda na Câmara, preocupando-se com a inexistência de processos novos, avançasse com propostas de dinamização do tecido económico, onde se insere, como principal instrumento a alteração das taxas, de forma a que quem, ainda pretende investir, o pudesse fazer, sem o pagamento á cabeça de uma exorbitância, mais do que insustentável para os tempos presente.
Esperei ingloriamente.
È certo que a Autarquia perde ao reduzir a taxa referente ao Alvará de obras, mas não perderá ainda mais não havendo processos?
Parece-me óbvia a resposta.
Além de que, havendo construção, muitos ficarão a ganhar, pedreiros, serventes, electricistas, canalizadores, arquitectos, engenheiros…e a autarquia que beneficiará de novos impostos (IMI).
Infelizmente, quem ainda por lá manda, não compreendeu os sinais, ou não pretende compreender.
Temos o que não merecemos e desta vez nada tem a ver com o Bispo.
Vem tudo isto a propósito de um pedido de isenção de taxa apresentado pelo Piaget para a construção de um edifício em Silves que foi negado, contraidamente ao que se passa noutras Câmaras.
Invocou-se o tal Regulamento de Taxas e Licenças mas omitiu-se que o dito já podia e devia ter sido revisto.
Perdeu-se mais um investimento em Silves numa altura que o desemprego galopa assustadoramente na nossa comunidade.


