
Passou um ano, e aparentemente o PSD nada aprendeu. Para quem manda na Câmara, tudo permanece na mesma. Gasta-se o que não se tem, aposta-se no divertimento fácil, e para amenizar o deficit camarário, avança-se com aumento de impostos, em lugar de conter as despesas, desperdiça-se...
Sobre a proposta apresentada pelo PSD, permita-se-me que recupere o que escrevi no dia 18 de Novembro de 2009. Continua actual e enquadra perfeitamente a minha posição no presente:
A questão não está em baixar os impostos “ tout court”.
A realidade é bem outra. A autarquia precisa de verbas para assegurar o seu bom funcionamento.
Não nos esqueçamos dos pesados encargos bancários que têm de ser pagos, dos fornecedores que não recebem no momento devido… e mais importante ainda dos trabalhadores camarários.
Encontrar o ponto de equilíbrio entre a contribuição dos Munícipes e as necessidades da Autarquia é o grande desafio que nos persegue e perseguirá sempre.
Como em tudo na vida, tem que haver bom senso.
Bem sei que nalguns casos, “já se fazem omeletas sem ovos”, mas tal ainda não se aplica ao orçamento camarário.
A nossa preocupação terá de ser canalizada para outra perspectiva: assegurar que os poucos fundos de que dispomos, sejam efectivamente investidos em prol da população, e não em festas, festinhas e romarias…
Além de não se pretender que a Sra. Presidente se vitimize.
Claro está, se a situação permitisse, se as receitas provenientes de outras fontes fossem suficientes, todos os Vereadores, sem excepção votariam numa proposta de IMI a roçar os zero por cento.
Ninguém tenha disso qualquer dúvida.
Infelizmente não é o nosso caso, como iremos descobrir, uma vez mais, quando iniciarmos a discussão do orçamento.
Finalmente, acrescento que interpelado por mim, a Presidente da Câmara responder desconhecer quais são os prédios urbanos degradados. E, assim, perde-se uma fonte de rendimentos para a Autarquia.
Aspecto que não irei deixar cair novamente no esquecimento.
Reparem, que são muitos os prédios que estão em causa. Veja-se o caso mais gravoso da Vila de São Bartolomeu de Messines ou do Algoz.
Parece que está tudo dito, mas não. Importa acrescentar que não podemos continuar na via despesista, ainda mais no momento conturbado que atravessamos. As boas regras de gestão de um bom Chefe de Família (Pai e/ou Mãe) que são por nós aplicadas no orçamento doméstico, têm que ser também introduzidas na administração da coisa pública. A este propósito, recordo sempre o bom conselho de quem me criou: "Filho nunca estendas a perna para lá do lençol."
Principio esse que sempre me tem norteado...
