sábado, 11 de setembro de 2010

IMI 2011. O PSD avança com novo aumento de impostos.


Passou um ano, e aparentemente o PSD nada aprendeu. Para quem manda na Câmara, tudo permanece na mesma. Gasta-se o que não se tem, aposta-se no divertimento fácil, e para amenizar o deficit camarário, avança-se com aumento de impostos, em lugar de conter as despesas, desperdiça-se...
Sobre a proposta apresentada pelo PSD, permita-se-me que recupere o que escrevi no dia 18 de Novembro de 2009. Continua actual e enquadra perfeitamente a minha posição no presente:
A questão não está em baixar os impostos “ tout court”.
A realidade é bem outra. A autarquia precisa de verbas para assegurar o seu bom funcionamento.
Não nos esqueçamos dos pesados encargos bancários que têm de ser pagos, dos fornecedores que não recebem no momento devido… e mais importante ainda dos trabalhadores camarários.
Encontrar o ponto de equilíbrio entre a contribuição dos Munícipes e as necessidades da Autarquia é o grande desafio que nos persegue e perseguirá sempre.
Como em tudo na vida, tem que haver bom senso.
Bem sei que nalguns casos, “já se fazem omeletas sem ovos”, mas tal ainda não se aplica ao orçamento camarário.
A nossa preocupação terá de ser canalizada para outra perspectiva: assegurar que os poucos fundos de que dispomos, sejam efectivamente investidos em prol da população, e não em festas, festinhas e romarias…
Além de não se pretender que a Sra. Presidente se vitimize.
Claro está, se a situação permitisse, se as receitas provenientes de outras fontes fossem suficientes, todos os Vereadores, sem excepção votariam numa proposta de IMI a roçar os zero por cento.
Ninguém tenha disso qualquer dúvida.
Infelizmente não é o nosso caso, como iremos descobrir, uma vez mais, quando iniciarmos a discussão do orçamento.
Finalmente, acrescento que interpelado por mim, a Presidente da Câmara responder desconhecer quais são os prédios urbanos degradados. E, assim, perde-se uma fonte de rendimentos para a Autarquia.
Aspecto que não irei deixar cair novamente no esquecimento.
Reparem, que são muitos os prédios que estão em causa. Veja-se o caso mais gravoso da Vila de São Bartolomeu de Messines ou do Algoz.

Parece que está tudo dito, mas não. Importa acrescentar que não podemos continuar na via despesista, ainda mais no momento conturbado que atravessamos. As boas regras de gestão de um bom Chefe de Família (Pai e/ou Mãe) que são por nós aplicadas no orçamento doméstico, têm que ser também introduzidas na administração da coisa pública. A este propósito, recordo sempre o bom conselho de quem me criou: "Filho nunca estendas a perna para lá do lençol."
Principio esse que sempre me tem norteado...

A Câmara de Silves está a dar um novo uso ao Futuro complexo desportivo de Armação de Pêra, ou será futura lixeira a céu aberto...


Será que quem manda na Câmara ou nalgum outro lugar anda distraído?

Jardim tropical ás portas de Messines. Tipo cartão de visitas.




A saga do exótico continua. Depois da Drª. Isabel Soares ter decorado a Avenida com Palmeiras, eis que o executivo da Junta lhe segue o exemplo, com um brilhante arranjo paisagístico na Aldeia Ruiva. A não ser que seja um viveiro de Palmeiras...Se assim for, queiram desculpar.
Mas quer num caso, quer noutro, o resultado foi brilhante, como decorre das fotografias.
...Faltou a água, mas isso é somenos importante...a plantação prima pela originalidade e enquanto tal deve ser apreciada.

Abastecimento de água ás populações, uma das principais prioridades de um executivo camarário.

Na passada reunião pública, a população da Zimbreira (S. B. de Messines) deslocou-se a Silves para interpelar a Srª Presidente sobre o abastecimento da água que esteve há anos agendado no Orçamento camarário com a verba de € 70 000. Foram acompanhados pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia.
A resposta vinda do executivo foi lapidar e imediata." Compreendemos a necessidade mas não podemos fazer tudo ao mesmo tempo". O que do ponto de vista da lógica, para um mero humano até é aceitável.
Perdoem-me por não acompanhar tão brilhante raciocínio vindo de quem tem sabido tão bem embalar os Silvense.
Como na reunião deixei registado, quem manda na Câmara na Câmara, já o faz há cerca de treze anos. O equivalente a treze orçamentos e outros tantos planos de actividades.Tempo e verbas mais do que suficiente, para acorrer a uma necessidade primária das populações.
Acontece que, tudo se resume a uma hierarquização de prioridades, ou se quisermos, de opções.
Quem aposta nas festas, festinhas e romarias como arma eleitoral e não como politica sustentada de formação da população, não lhe resta dinheiro para o mais essencial.
É lógico. Aliás, o dinheiro não é elástico, como todos nós bem sabemos por gerirmos os nossos orçamentos familiares.
Mas a visita do Sr. Presidente da Junta, sugere a existência de dificuldades no relacionamento entre as duas Autarquias. Não me parece aceitável que um Presidente de Junta para se fazer ouvir tenha que se deslocar a uma reunião pública camarária.
Se quer reivindicar obra para uma zona da sua Freguesia, pode e deve fazê-lo pelos canais apropriados e institucionais. E, já agora, não se esqueça do abastecimento de água ao Benaciate, á Fonte de São Luis...
Apreciei também a demagogia da Vereadora da CDU que se insurgiu por a Zimbreira ainda não ter água e que era importante acorrer ás necessidades da população. Palavras bonitas e apropriadas ao momento, ternurentas mesmo.
No uso da palavra, lembrei aos presentes que poucas semanas atrás quem assim falou, viabilizou uma iniciativa de opera no Castela com um valor superior ao dobro do custo das obras para o abastecimento de água ao dito lugar. Foi uma opção que respeito mas não é a minha.
Não pode é vir depois, candidamente exigir este e o próximo mundo...
Como atrás disse, tem de haver prioridades na gestão dos dinheiros públicos que começam a escassear.
Já agora apresentei, em nome da Vereação do PS, a inclusão desta obra no próximo Orçamento. Proposta essa que a Presidente recusou colocar á votação

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Haverá alguma praia de nudismo no Concelho de Silves?

Fui alertado para isso.
Tudo é permitidopor quem manda nalgum sítio.
Será assim que querem defender o nome de Armação de Pêra, conhecida por ser uma praia de Família. Não contem comigo.

sábado, 4 de setembro de 2010

Armação de Pêra- Os responsáveis têm que ser conhecidos.




Queiram clicar nas fotografias.Fiquem transtornados com as ditas
Escândalo.
Desaconselhada a prática balneária, diz a ARH.

Eis, um pequeno exemplo do que (não) tem sido feito em Armação de Pêra.
Afixa-se o cartaz na esperança de passar despercebido e espera-se que tal não aconteça no próximo ano turístico. Desvia-se o olhar. Evita-se por lá passar…Não se comenta a poluição das zonas envolventes… A mortandade dos peixes já passou. Não interessa se isso põe em causa a sustentabilidade de uma comunidade piscatória …
Responsáveis pela situação, nem vê-los…
Assim, não se melindra ninguém, faz-se de conta que tudo se passa em casa alheia… e já está.
Não aceito…e contrariamente a quem manda nalgum lugar, vou agir… para que os responsáveis tenham nome.
Já agora, a primeira sinalização foi colocada a 28 de Agosto de 2010,nunca antes o rio tinha sido sinalizado como zona desaconselhada para banhos!
A imagem das crianças a brincar na margem do rio, em contacto com a água, é do dia 26 do Mês passado.
Mais do que mil palavras, as fotografias falam por si.
Aliás, numa delas, uma criança, até tenta ler e compreender o significado do cartaz...

Escola agricola do algarve-Um pequeno contributo para entender a sua origem

Recebi um e-mail de um dos meus Amigos que me esclareceu o que se passou aquando da constituição da Escola que em parte desconhecia:
Foi o executivo liderado pelo saudoso José Viseu, num primeiro momento e depois pelo Francisco Matos, com o Dr. João Ferreira, como Vereador permanente e responsável pela participação da Câmara na definição do projecto, implementação e instalação da Escola que deram a Messines um projecto de natureza regional.
Segundo apurei, inicialmente o desafio foi lançado às duas Caixas do Concelho (Silves e Messines) tendo a de Silves abdicado de participar.
Refiro que o actual Presidente da Comissão Política do PS Silves acompanhou mais do que uma vez o Sr Vargas em diligencias a Lisboa.
Quando se olhar para a história do nosso Concelho após o 25 de Abril, seguramente se reconhecerá que, com parcos meios financeiros, houve um executivo Camarário PS em Silves, inovador e empenhado na valorização do Concelho que deixou obra muito embora alguns tentem fazer esquecer.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Escola Profissional de Agricultura do Algarve. Dezoito votos decidem o futuro de uma Instituição, ao que chegamos…

Alguns anos atrás, e se a memória não me atraiçoa, estávamos no ano de 1992 quando desafiado pelo Dr. Diogo Sebastiana, Presidente da Caixa Agrícola de Monchique, e grande dinamizador do Crédito Agrícola no Algarve, sugeri ao Sr. Francisco Vargas que se implantasse em Messines, uma escola agrícola, á semelhança da que existia na Lourinhã.
Para quem conheceu de perto este Ilustre Messinense, sabe que o Homem nunca perdia uma oportunidade de enriquecer a sua terra. Não estranhei assim que, com relativa facilidade, tenha conseguido mobilizar os seus colegas Directores das Caixas Agrícolas Algarvias para uma visita de estudo. O que vimos agradou imenso e com naturalidade fui mandatado para iniciar o processo.
Os princípios de base que norteavam o nosso projecto eram humanistas – cristãos que visavam a formação do aluno incutindo-lhe valores civilizacionais.
Infelizmente, não me foi possível continuar. A pedido da CCAM de São Bartolomeu de Messines tive de abraçar exclusivamente o seu contencioso e passar o testemunho ao Dr. José Paulo de Sousa.
Não irei relatar a história da Escola pois aguardo que tal seja feito por quem conduziu os seus destinos até ao enterro final.
Apenas direi que, ao longo dos tempos, enquanto Vereador, sempre tive um carinho especial na defesa dessa Instituição. Não sabia, nem contava com esta machadada final.
Estou profundamente transtornado…
Com foi possível chegarmos a este triste situação?
Segundo o Dr. José Paulo de Sousa, anterior Director, parece que a culpa é:
- da ministra de Cabo Verde que após visita à Escola fez queixa à Direcção Regional.
- do POPH que fechou ou vai fechar mais cedo.
- do Orçamento Geral do Estado que não dá verbas suficientes.
- da Direcção Regional de Educação que não comparticipa com verbas suplementares.
- da Direcção Regional de Educação por querer papeis que nunca quis em 18 anos.
- de um gabinete de arquitectos que não cumpriu prazos.
- da Câmara Municipal de Silves que não quis abrir mais os cordões à bolsa.
- da CCAM de Messines que este ano ainda não liquidou o subsídio.
- dos vizinhos que de vez em quando se queixam do ruído”. Vide o seu blog.
Talvez, talvez … mas há mais.
Não esqueço que quem está á frente da Colectividade tem a principal responsabilidade do encerramento e o Dever imediato de informar a Comunidade das razões que levaram a tão infeliz desfecho.
Desculpem que vos diga, em Dezembro passado, confrontado com rumores que iriam ser pagas elevadas indemnizações aos dois Directores para a saída destes dos cargos, solicitei á Presidente da Câmara os devidos esclarecimentos que foram prestados, pela actual direcção da Escola defunta, numa reunião que não pude estar presente. A Vereação foi esclarecida de que tal decorria da Lei. E, decorre mesmo…
Logo, quem saiu, recebeu o que lhe era devido, porque trabalhou para ter esse direito.
Claro está, tal acto de gestão pode ser discutido e analisado á luz da saúde financeira da Colectividade mas, ao sê-lo, entramos bem dentro da competência da actual Direcção e não dos Directores que saíram. Daí a minha insistência no esclarecimento que os Messinenses merecem e esperam.
Finalmente, permita-se-me que manifeste a minha grande estranheza pelo silêncio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Messines em todo este velório. Concordarão estas autarquias com o encerramento da Escola, tornando assim a Vila mais pobre? O que irão fazer para inverter a situação?
E, já agora o que fizeram?

Ousava sugerir á Direcção da falecida que na próxima Quarta se deslocasse á Silves para informar a Vereação do sucedido, tanto mais que se trata de uma reunião pública.

Armação de Pêra. Voltarei até ao fim da semana com a situação envolvente á lota que merece um grande destaque e divulgação de propostas.

domingo, 29 de agosto de 2010

Allgarve´s 10- Lagos.

Eis, mais uma excelente iniciativa que nos passa ao lado.
Espectacular e acessível a todos, por ser gratuita, além de dinamizar toda uma comunidade ...
Só que se realiza em Lagos pois, nós silvenses, já tivemos a nossa parte.